outubro 31, 2014
outubro 30, 2014
outubro 29, 2014
O DIA MAIS INFELIZ SOBRE TODAS AS ERVAS
No dia mais infeliz sobre todas as ervas,
vou voltar a fumar
e sentir o corpo a escarrar
a ressaca.
No dia mais infeliz sobre todas as ervas,
as calças que visto
voltarão a ser negras,
albergando uma simbiose
de fumo, moedas e libido.
No dia mais infeliz sobre todas as ervas,
dar-te-ei como perdida para sempre
com a mordida da tua boca a servir-me de cicatriz,
qual memória, qual tatuagem,
qual imagem
do teu doce cariz.
No dia mais infeliz sobre todas as ervas,
os teus lábios serão como lâminas
que sangrarão os meus gestos
no jogo da revolta.
No dia mais infeliz sobre todas as ervas,
voltarei a casa sem ti,
e entre as lágrimas e a surpresa do orvalho,
entrego à manhã o desmaio.
No dia mais infeliz sobre todas as ervas,
volto a ser nada.
outubro 24, 2014
outubro 17, 2014
outubro 16, 2014
outubro 15, 2014
GIRO
É sempre no banco de trás que se encontra a incubadora do desejo. Aquele desejo íntimo que homenageia o aroma da pele e os olhos do desconhecido. Entre comida, droga e a repulsa tardia do mesmo, os nossos corpos tocaram-se no riso e inclinaram-se perante a vertigem da descoberta, implorando que a noite não acabasse nunca. Saímos somente para abraçar a chuva em surdina, enquanto fixávamos os olhares na força do nosso fulgor.
outubro 10, 2014
outubro 09, 2014
outubro 08, 2014
outubro 07, 2014
outubro 05, 2014
outubro 04, 2014
outubro 03, 2014
outubro 01, 2014
Subscrever:
Comentários (Atom)

















